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Durante muito tempo eu tive medo da exposição.

Se abrir para o mundo ver como você é e conhecer o que você faz, te torna uma pessoa vulnerável. Ser vulnerável, no dicionário e entendimento popular, é sinônimo de fraqueza, insegurança, incapacidade e isso parece ser algo ruim. Ninguém quer ser fraco e incapaz, não é mesmo?

Vulnerabilidade logo à frente.

Durante boa parte da minha vida eu fiz coisas fora do comum, empreendi desde a infância, conquistei espaços ditos como “de adultos”, fazendo coisas “de homens” e lutei pelo que queria, mesmo tendo pouquíssimos recursos. Eu era muito boa e não sabia. Até que há alguns anos atrás pessoas começaram a me questionar: por que mesmo com toda essa experiência você ainda não conseguiu X oportunidade? Fulaninho que não fez nem 1/10 do que você fez já tá ganhando dinheiro, aparecendo em entrevistas, tendo acesso à oportunidades pelo Brasil. Se mexa e faça acontecer!!!

Essa provocação ficou por semanas na minha cabeça, e mexe comigo até hoje. A principal diferença entre eu e fulaninho é que eu fazia, mas ele cacarejava, muitas vezes antes de ter colocado o ovo. Se arriscava. Fulaninho aparecia, era visto e era lembrado. Eu não.

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Eu sempre tinha muita vergonha de aparecer, tinha medo de que se eu aparecesse e dissesse o que tinha feito as pessoas iriam criticar, ou falasse algo errado, talvez eu não soubesse responder alguma coisa e pensassem que sou burra… um turbilhão de pensamentos negativos se formava na minha cabeça, me bloqueava e me impedia de crescer.

No entanto, quando entendi a volatilidade do mundo, que o que é hoje pode não ser amanhã, percebi que era uma questão de estar, e não de ser. Se errasse eu não seria ruim, só não estaria preparada hoje e amanhã seria diferente. Se hoje eu não sei de algo, admito que não sei e me permito aprender. Está tudo bem.

Aos poucos fui me arriscando e conseguindo provar que por mais que não estivesse perfeito, eu conseguia evoluir. E, meus caros, acelerei meu crescimento pessoal e profissional como nunca antes. Quanto mais me expunha, mais feedbacks e insights recebia. De repente eu tinha um time de “professores particulares” querendo me ajudar a crescer, me conectando com oportunidades e pessoas fora de série. E, para a minha surpresa, também fui conquistando a admiração dessas pessoas.

Ser vulnerável me conectou com o mundo, e hoje é a minha maior força.